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Seu frigorífico ou abatedouro realiza a reciclagem animal? A destinação correta dos subprodutos que sobram do abate de animais é algo que vem conquistando espaço no mercado.

Não só pela responsabilidade ambiental – já que subprodutos largados no tempo podem liberar muito gás carbônico no ar – mas também pelos lucros que podem surgir deste processamento correto.

Nesse sentido, hoje queremos falar com você sobre alguns cuidados e análises que você precisa fazer para tornar seu frigorífico, açougue ou abatedouro apto a ter uma planta, realizar o processo de reciclagem animal e gerar receita. Continue a leitura!

Planta de reciclagem animal

Ela se trata de um grupo de equipamentos que juntos realizam o processo de reciclagem dos resíduos que até então não seriam descartados corretamente. O conjunto deles realiza diversos processos termomecânicos para transformar os resíduos em produtos de alto valor agregado.

Se você não conta com nenhuma planta em seu frigorífico, abatedouro ou açougue ou não fornece os subprodutos gerados a nenhuma indústria de processamento, existem duas possibilidades de utilizá-la:

  • Unidades integradas ao seu negócio: você pode optar por contar com um espaço da sua empresa destinado a estruturação desta planta, realizando assim o processo internamente.
  • Unidades independentes: são os negócios existentes no mercado que focam exclusivamente no processamento destes subprodutos gerados por açougues, frigoríficos, abatedouros, supermercados e restaurantes, por exemplo.

Neste sentido, você pode equipar seu negócio com a planta de reciclagem animal, processando seu subproduto adequadamente e sendo responsável por transformá-lo em farinha, gordura e demais produtos para o mercado, gerando assim um lucro direto ao seu negócio.

Reciclagem animal: leis, normas e certificações

Um dos pontos que precisamos falar a fim de que a planta de reciclagem animal realmente ofereça vantagens ao seu negócio, são as questões relacionadas as leis e normas vigentes que envolvem o setor.

Por lidar com o abate e manuseio de carnes você já sabe que existe um controle rigoroso que precisa ser respeitado para que a carne possa ser vendida e comercializada. Com a destinação dos subprodutos não é muito diferente.

Nesse sentido, vamos pontuar abaixo algumas questões que precisam ser analisadas, entendidas, pesquisadas e feitas e que estão relacionadas a reciclagem animal.

  • Projeto de Lei nº 5.851, de 2016, que disciplina o aproveitamento de carcaças de animais de produção e resíduos animais no campo para fins não comestíveis (não foi aprovado ainda, mas é importante ter conhecimento a respeito dos aspectos abordados).
  • Precisa ter registro do estabelecimento e ser fiscalizado pelo SIF.
  • Ter registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
  • Saber mais sobre o Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017 que regulamenta a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, e a Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989, que dispõem sobre a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal.
  • Buscar maiores informações sobre a ABRA e a capacitação e acreditação.
  • Estar atento a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e dá outras providências. Aqui podemos mencionar também a necessidade de elaboração de um Planto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos que é necessário para o seu negócio se enquadrar na legislação ambiental.

Estas regulamentações, cadastros e certificações são apenas alguns dos pontos que precisam ser verificados e deixados em dia.

SIF, SFAs e MAPA

Conforme informações disponibilizadas no II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal, desenvolvido pela ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal) a melhor sistemática para garantir um mínimo de controle sobre a produção do setor ainda é o levantamento das empresas com registro no Sistema de Inspeção Federal (SIF).

Neste conteúdo ainda é mencionado que as Superintendências Federais de Agricultura (SFAs), órgãos de administração estadual do MAPA (Ministérios da Agricultura e Pecuária) são os responsáveis por realizar levantamentos periódicos acerca das empresas de reciclagem em suas jurisdições.

Gerando receita com uma planta de reciclagem animal

Estar atento as questões que apresentamos acima é indispensável para que você consiga obter ganhos com o processamento interno dos subprodutos.

De acordo com os dados levantados no II Diagnóstico que falamos acima, em 2015 havia um total de 233 plantas de reciclagem animal com SIF no Brasil. Destas, 37,3% se concentravam no Sul do país.

Com as pesquisas e análises que fizemos, a regulamentação e o cumprimento dos requisitos ainda não estão claros. Contudo, é primordial que você busque informações para se adequar o máximo possível trazendo benefícios a você e ao meio ambiente.

Um outro ponto relevante, além dos cuidados legais, é escolher uma planta que ofereça alto desempenho e eficiência em todas as etapas, priorizando a qualidade do processamento dos subprodutos.

Ainda sobre ela, é extremamente importante estar atento ao fato de que ela deve garantir uma produção automatizada e que evite a manipulação humana em todos os processos.

Se o seu negócio já estiver em dia com os produtos comercializados e com as especificações para contar com uma estrutura de reciclagem interna, basta procurar no mercado um fabricante que ofereça um produto de qualidade.

É fundamental que ele atenda todas as especificações técnicas, sanitárias e ambientais para realizar o processamento, de forma que o subproduto gerado possa ser vendido no mercado interno e externo.

Como escolher o fornecedor da planta?

Como pontuamos acima, além de ser eficiente e realizar os processos com qualidade, a planta deve também respeitar as normas e especificações.

Esse cuidado com a questão sanitária e até mesmo com o tempo necessário para realizar o processo por completo, afetam nos rendimentos obtidos com o processamento e venda dos subprodutos.

O objetivo com a planta é gerar produtos com valor agregado livre de doenças e que possam ser comercializados para indústrias que fabricam cosméticos, produtos de higiene e rações, por exemplo.

Nesse sentido, seus subprodutos podem resultar de produtos de qualidade, mas se não contarem com um equipamento adequado, podem prejudicar não só a receita deste processo, como também podem colocar em risco os produtos que serão fabricados com eles.

Então, procure por um fabricante experiente, eficiente e dentro das normas e especificações que estão em vigor no mercado quanto a isso.

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