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Já faz certo tempo que o Brasil é reconhecido como um dos maiores produtores de proteína animal a nível mundial. Nossos produtos abastecem o mercado interno e têm grande presença em todo o mundo. Mas você sabia que essa elevada produção abastece outro setor fundamental para a sustentabilidade? Esse é o setor da reciclagem animal.

A reciclagem animal é uma das principais ramificações da produção de carne, principalmente na questão da sustentabilidade, pois é a grande responsável por transformar restos do abate de frigoríficos e abatedouros em subprodutos utilizados em diversos outros processos.

E, como sabemos, nos últimos anos a sustentabilidade é um dos assuntos mais em alta em pauta em todos os âmbitos da economia animal, por isso, a reciclagem animal tem uma perspectiva de crescimento muito elevada. Mas muitos desafios precisam ser superados.

Conheça então as perspectivas e os desafios mais importantes para que elas se confirmem.

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Números do crescimento da reciclagem animal no Brasil

Apesar de algumas pequenas variações, o Brasil vem apresentando crescimentos constantes na produção de carne  — bovina, suína e de aves — assim, a medida em  que crescem o número de abates, cresce também o setor da reciclagem animal que transformará resíduos em subprodutos.

Assim, de acordo com a Associação Brasileira de Reciclagem (ABRA) são gerados anualmente 12,5 milhões de toneladas de resíduos do abate animal. Grande porcentagem destes resíduos tem sido reaproveitada na reciclagem animal.

O PIB do setor é outro que cresce ano após ano. Prova disso é que em 2010 o PIB do setor era de 5,81 bilhões de reais, já em 2014 esse montante cresceu 8,1% chegando a 7,9 bilhões de reais, segundo levantamento do II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal, realizado pela Abra.

Não há dados oficiais atualizados, mas há a expectativa que esse montante ultrapasse os 8 bilhões de reais tanto com o mercado interno, quanto com o mercado externo.

Além disso, esse setor gera aproximadamente 55 mil empregos diretos, tanto em Fábricas de Produtos Não Comestíveis (FPNC) quanto em graxarias anexas aos abatedouros.

Perspectivas para o setor da reciclagem animal

Os números apresentados anteriormente mostram que o setor de reciclagem de resíduos animais vem crescendo nos últimos anos. Por isso, as perspectivas são as melhores possíveis para que esse crescimento se mantenha constante para os próximos anos.

Essas perspectivas se dão em virtude da retomada do consumo brasileiro de proteína animal e do nível de exportação de carnes e derivados. Com isso, haverá maior volume de abates e, consequentemente, maior geração de resíduos, abastecendo as FPNCs e as graxarias anexas à abatedouros.

Por isso, há diversas fontes que estimam que o setor já é bem consolidado e, nos próximos 10 anos há a expectativa que setor da reciclagem animal cresça 22,5%.

Porém, para que essas perspectivas se confirmem, os responsáveis pelo setor da reciclagem animal precisam enfrentar (e superar) alguns desafios bastante importantes, como os que veremos a seguir.

Desafios mais importantes para que as perspectivas se confirmem

Alguns são os principais desafios que todos os responsáveis pelo setor de reciclagem animal precisam enfrentar para que o setor continue crescendo e consiga alcançar os melhores resultados possíveis.

O mercado externo para os subprodutos brasileiros é considerado como uma importante opção de ganhos para os empresários desse setor. Porém, o volume de exportação de produtos derivados da reciclagem animal ainda é muito baixo. Isso pode ser explicado por diversos motivos, tais como:

  • Desafio da flutuação cambial;
  • Carga tributária elevada, aliada à inexistência de incentivos fiscais para exportação e produção nacional;
  • Elevados custos de logística;
  • Processo de negociação falha, em virtude de vários fatores, caso da dificuldade linguística.

Dessa forma há solicitações constantes dos responsáveis pelo setor para que o governo busque pela abertura de novos mercados para exportação de seus produtos, principalmente no continente asiático.

A imagem do setor junto ao consumidor e aos órgãos governamentais, principalmente quanto à importância do setor para a sustentabilidade é outro desafio que as indústrias de reciclagem animal têm pela frente.

Por fim, a adoção de políticas públicas específicas para o setor e seus segmentos apresenta importância significativa.

Neste contexto, o setor já apresentou para ministra Tereza Cristina da agricultura – atual responsável pela pasta do MAPA – uma série de reivindicações, entre elas a revisão da instrução normativa número 34, de 2008, que estabelece o marco regulatório da reciclagem animal.

Para os dirigentes ligados ao setor, a legislação está ultrapassada e provoca distorções de interpretação, por isso precisa ser modernizada.

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