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O setor agropecuário tem crescido muito nos últimos anos e com ele a reciclagem animal. Esse crescimento aumenta também a geração de resíduos de abate animal, o que por sua vez amplia a cadeia de reciclagem animal.

Mas afinal, o que é reciclagem animal?  Podemos dizer que este processo é a transformação dos rejeitos de abatedouros em subprodutos. Através de um processo industrial, é a transformação de penas, ossos, sangue e outros rejeitos em novos materiais como farinhas, gorduras e outros itens.

Somente no ano de 2018, cerca de 12 milhões de toneladas de resíduos desse sistema foram reaproveitados segundo dados da Associação Brasileira de Reciclagem Animal- Abra. Destes, foram produzidos mais de três milhões de toneladas de farinhas e mais de um milhão de tonelada de gordura.

Apesar de uma atividade ainda pouco explorada, se comparada ao potencial de mercado, a reciclagem animal tem recebido um importante papel socioeconômico. Isso porque através de uma destinação correta e lucrativa de resíduos crus, tem se evitado impactos ambientais negativos. Além, de que os abatedouros tem a chance de aumentar sua receita através de novos subprodutos.

O mercado de reciclagem animal

Os subprodutos criados a partir da reciclagem animal tem contribuído para a melhoria da cadeia de produtos fabricados a base de farinhas e gorduras, por exemplo. Das 12 toneladas processadas no último ano, 96,5% atende ao mercado doméstico e 3,5% são exportados para Chile, Vietnã, Estados Unidos, África do Sul, Colômbia, Argentina, Bangladesh, Bolívia, Taiwan, Costa Rica e outros 42 países.

Além disso, o alto grau de segurança e qualidade desses produtos ampliam a busca por eles. Cerca de 90% das farinhas e gorduras produzidas passam por inspeção federal, um mecanismo que garante boas práticas de fabricação e sanidade.

planta de reciclagem animal

Quais os principais benefícios da reciclagem animal?

Um dos principais benefícios da reciclagem animal está relacionado a sustentabilidade. Os rejeitos orgânicos descartados pela agropecuária são ricos em carbono, nitrogênio e fósforo – nutrientes que em excesso contaminam o ambiente. Com a reciclagem, estas substâncias são transformadas em fonte de matéria prima segura para utilização em outras cadeias.

Mas, outros pontos servem de grande benefício as empresas que investem nesse processo. O cumprimento legal da Lei de Resíduos Sólidos é um desses benefícios.  A legislação é bastante rígida e investindo na reciclagem animal, além do empresário cumprir uma exigência ambiental, ainda amplia seu leque de produtos comercializados.

Resumindo:
  • É uma prática sustentável dentro da pecuária;
  • Fonte de nutrientes essenciais para a alimentação pet e de outros animais;
  • Conserva a saúde humana, visto que retira do ambiente gases nocivos;
  • Dá destinação correta a produtos antes não aproveitados.

Instruções Normativas

A atividade de reciclagem animal é regulamentada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Este criou algumas Instruções Normativas que estabelecem procedimentos obrigatórios a atividade.

Um deles é a esterilização da farinha de carne e osso, desde 2003, quando publicou a Instrução Normativa nº 15. Em maio de 2008, as normas foram atualizadas pela Instrução Normativa nº 34, que aprovou o novo Regulamento Técnico da Inspeção Higiênico-Sanitária e Tecnológica do Processamento de Resíduos Animais.

Os frigoríficos e graxarias independentes devem dispor dos equipamentos para esterilização indicados pelo Mapa. A OIE recomenda que as farinhas destinadas à alimentação animal sejam esterilizadas a 133ºC, 3 Bar de pressão, durante 20 minutos.

Por isso é fundamental saber como escolher um fornecedor adequado e saber como esse investimento pode ajudar a melhorar os resultados do seu negócio.

Neste conteúdo você pode tirar outras dúvidas: Como o investimento em uma planta de reciclagem animal pode gerar receita?

reciclagem animal e sustentabilidade